Atividades
POR TERRAS DE IDANHA

Nos dias 17 e 18 de abril de 2015, sexta-feira e sábado, os alunos do Curso Profissional de Técnico de Turismo Ambiental e Rural, turmas 10ºH e 12ºG1, e do Curso Profissional de Animador Sociocultural, 12ºG, da Escola Secundária Dr. João Manuel da Costa Delgado realizaram uma visita de estudo ao concelho de Idanha-a-Nova.
No âmbito da disciplina de Ambiente e Desenvolvimento Rural, a atividade teve como objetivos despertar para a importância do património ecológico como essencial à vida e contribuir para a sua preservação e equilíbrio; alertar para os problemas da ocupação antrópica de ambientes naturais; despertar o interesse para a reconstituição de paleoambientes tendo em conta os vestígios geológicos encontrados; reconhecer a importância do registo fóssil/geológico para a reconstituição do passado do Planeta; relacionar a ocupação humana ao longo dos tempos com o aproveitamento dos materiais e relação com o ambiente; relacionar o valor ambiental com o desenvolvimento de uma região; fomentar o empreendedorismo relacionando-o com o desenvolvimento rural sustentado; e contribuir para o desenvolvimento de uma cidadania ativa e responsável.
No dia 17 de abril, sexta-feira, após a partida da Lourinhã às 6h, os alunos visitaram Idanha-a-Velha, que se espraia por duas pequenas elevações, junto ao Rio Ponsul, importante urbe na época romana estrategicamente situada na confluência das vias romanas que estabeleciam a ligação entre Mérida, Conímbriga e Viseu. Cidade da época romana (Civitas Igaeditanorum), Suevos e Visigodos davam-lhe o nome de Egitânia. Hoje, Idanha-a-Velha é uma aldeia com cerca de 50 moradores, longe da glória de tempos idos, mas destacando-se-se pela sua riqueza paisagística, arqueológica, monumental, histórica e ambiental.
Na tarde do mesmo dia a visita continuou em Penha Garcia, cujas origens se perdem no tempo, com o seu profundo recorte do vale do rio Ponsul, onde se encontram os moinhos de rodízios, trajeto feito pelos alunos, que percorreram a Rota dos Fósseis. Ao longo do percurso encontram-se inúmeros vestígios do que foi a vida neste lugar há milhões de anos, uma das principais razões da sua classificação e inclusão no Geopark Naturtejo, criado sob os auspícios da UNESCO. A história do Parque Icnológico de Penha Garcia remonta há 480 milhões de anos, quando a região era banhada por um oceano cheio de vida. Atualmente é visível uma sucessão desses fundos oceânicos transformados em camadas quartzíticas verticais pautadas de fantásticos vestígios da atividade das trilobites, as Cruziana e outros seres marinhos.
Após a exigência dos percursos feitos durante o dia, a comitiva ficou alojada na Pousada da Juventude de Idanha-a-Nova, onde as forças foram retemperadas.
No dia seguinte, sábado, a visita continuou no Inselberg, ou “Monte-ilha” de Monsanto. A aldeia histórica Monsanto é construída em pedra granítica. Monsanto, avista-se na encosta de uma grande elevação escarpada, designada como Cabeço de Monsanto (Mons Sanctus). Situa-se a nordeste de Idanha-a-Nova e irrompe repentinamente do vale. No ponto mais alto o seu pico atinge os 758 metros. A presença humana neste local data desde o paleolítico, tendo sido habitado pelos romanos, existindo também vestígios da passagem visigótica e árabe. A infinidade de ruelas e veredas povoadas de casas, palheiros e abrigos, são as representantes de uma arquitetura popular implantada ao sabor do relevo. A utilização do granito nas construções confere ao conjunto uma grande uniformidade entre o natural e o edificado. Este equilíbrio é, ainda, mais evidente quando os acidentes graníticos dão origem a curiosas utilizações de grutas e penedos integralmente convertidos em peças de construção.
Após a exigência da atividade, deu-se o inevitável regresso à origem, Lourinhã. A chegada ocorreu pelas 20h:30min de sábado.
A atividade teve o apoio da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, que gentilmente destacou os seus técnicos de turismo que acompanharam o grupo em Idanha-a-Velha, Penha Garcia e Monsanto.